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Observância do Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino de 2020

Por Doris Theresa Abdullah

A reunião do Comitê da Palestina na manhã de 1º de dezembro, nas Nações Unidas, foi em comemoração ao Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino. Muitas vezes ouço a palavra "Palestina" e não me dou conta de que cerca de 2 milhões de palestinos vivem sob ocupação na densamente povoada Faixa de Gaza, sob um bloqueio de 13 anos, em um lugar onde 90% da água é imprópria para consumo. Essas pessoas dependem da ajuda humanitária internacional para sobreviver no dia a dia.

Todos os habitantes da Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Gaza vivem em um bantustão moderno, ou seja, em uma área legalmente segregada, cercada por um muro. As comemorações de 1º de dezembro revelaram uma exposição no muro intitulada "A Escrita Está no Muro – Anexação no Passado e no Presente". Foi bastante perturbador ver como as pessoas expressam suas frustrações, raiva e humilhação nos desenhos feitos no muro.

Os palestinos precisam apresentar, quando solicitado, um documento de identidade para se moverem, mesmo que por poucos metros, dentro dos territórios ocupados, onde a autodeclaração é negada e a violência constante é uma realidade. Violência do exército de ocupação, violência dos colonos que têm permissão para circular livremente armados, violência interna, violência decorrente da privação de sua existência – e a violência da inexistência para nós, do outro lado do muro.

Doris Abdullah é a representante da Igreja dos Irmãos nas Nações Unidas. Este relatório foi publicado inicialmente pelo Escritório de Consolidação da Paz e Políticas da Igreja dos Irmãos.

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